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Muitos de nós sonhamos com casas inteligentes onde nossos aparelhos fazem nossas atividades diárias automaticamente. Com o surgimento da Internet das Coisas, esse sonho está cada vez mais próximo da realidade.

Com o uso da tecnologia, poderíamos contar com uma cafeteira que faz nosso café assim que acordamos. Ou com luzes que ascendem a medida que nos deslocamos pela casa. Ou ainda um dispositivo que leia em voz alta nossas mensagens e as notícias diárias.

Seja para realizar essas ações ou para desenvolver um carro o leva a trabalhar pela rota menos congestionada, é nosso sonho que a tecnologia torne nosso dia a dia cada vez mais fácil. Nós lemos e vimos essas coisas na ficção científica há décadas, mas agora elas já são possíveis.

Mas seria possível uma tecnologia desse tipo? Na verdade, sim. Toda essa nova tecnologia está formando a base do que as pessoas chamam de Internet das coisas. A expansão rápida desse tipo de tecnologia e sua importância faz com que seja essencial entender a fundo esse fenômeno.

O que é a Internet das coisas?

No sentido mais amplo, o termo IoT engloba tudo que está conectado à internet. Mas o termo é cada vez mais usado para definir objetos que “falam” uns com os outros.

A internet das coisas é um conceito de computação que descreve a ideia de objetos físicos do dia-a-dia conectados à internet e sendo capazes de se identificar com outros dispositivos.

O termo é estreitamente identificado com o RFID como método de comunicação (identificação por radiofrequência. Entretanto, também pode incluir outras tecnologias de sensores, tecnologias sem fio ou códigos QR.

A Internet das coisas é significativa por diversos motivos. Em especial porque um objeto pode ser representado digitalmente e se torna algo maior que o objeto por si só. O objeto não se relaciona apenas com o usuário, mas agora está conectado a objetos próximos e dados de banco de dados.

A verdade é que a Internet das coisas possibilita inúmeras oportunidades e conexões, muitas das quais não conseguimos imaginar nem entender completamente seu impacto nos dias de hoje.

Os dispositivos vestíveis, como relógios inteligentes, acessórios com sensores, e fones de ouvido para monitoramento de exercício se tornam populares. Estes objetos são clássicos exemplos de dispositivos conectados que integram a Internet das coisas.

A internet das coisas é um conceito difícil de definir com precisão. De fato, há muitos grupos diferentes que definiram o termo, mas é atribuído a Kevin Ashton, especialista em inovação digital. Para entender melhor seu surgimento, vamos conhecer a história da Internet das coisas.

Conhecendo a história da Internet das coisas

O termo Internet das Coisas tem 16 anos. Mas a ideia real de dispositivos conectados já existia há mais tempo, pelo menos desde os anos 70. Mas o termo atual “Internet of Things” foi cunhado por Kevin Ashton em 1999 durante seu trabalho na Procter & Gamble.

Ashton, que estava trabalhando na otimização da cadeia de suprimentos, queria atrair a atenção para uma nova tecnologia chamada RFID. Já que a internet era tendência em 1999, ele chamou sua apresentação de “Internet das Coisas”.

Apesar de Kevin ter captado o interesse de alguns executivos da P & G, o termo Internet das coisas não estourou.  O conceito de Internet das coisas começou a ganhar popularidade apenas no verão de 2010.

Foi Ashton que ajudou o mundo, ou pelo menos os da Procter and Gamble, a perceber que o desenvolvimento da tecnologia na época poderia realmente fornecer uma medida de “conexão” com tudo o mais, dada a visão correta.

Hoje, já se fala também em Internet de Todas as Coisas e Web das Coisas. Academicamente, poderíamos entender IoT e IoE como sendo relacionado à máquinas, sensores, “coisas” que se comunicam e trocam informações entre si. Sendo que sua comunicação seria através de dispositivos de uma rede de dados (seja ela cabeada ou não).

Por outro lado, a WoT faz referência a softwares, aplicativos e web sites fornecendo e recursos e informações entre si. Depois de entender um pouco mais sobre a origem da Internet das coisas, vamos conhecer os benefícios da sua utilização.

Quais as vantagens da Internet das coisas?

A tendência da sociedade é estar cada vez mais conectada e por dentro das novas tecnologias. E a internet das coisas é a nova tendência quando o assunto é estar conectado. Mas afinal, quais as vantagens que a internet das coisas nos traz? Como ela facilita a vida em sociedade?

  • Mais Segurança

O primeiro ponto a se destacar como benefício da internet das cosias é a segurança proporcionada por ela. A Internet das coisas possibilita, por exemplo, ter acesso a imagens no celular de uma câmara conectada à internet. Por meio dessas imagens, é possível, que, perceber e prevenir uma intenção de assalto.

A conexão entre câmera e celular é tão eficiente que permite que o proprietário receba uma notificação do possível assalto. Além disso, ele poderá ver as imagens em tempo real. Mas não é só isso, se caso confirme a tentativa de assalto, o dispositivo ligará diretamente para a polícia.

  • Mais Economia

Economizar é um desejo de todos, certo? Nesse quesito, a internet das coisas pode ser uma grande aliada. Muitas organizações buscam reduzir os custos fixos, por exemplo. E a Internet das coisas possibilita reduzir os custos com dispositivos automáticos.

Esses dispositivos conectados através da Internet das coisas ligam na presença de um indivíduo e desligam-se se não houver ninguém. Com isso é fica mais fácil poupar na conta da luz.

  • Mais Comodidade

A comodidade proporcionada aos usuários é outro destaque da internet das coisas. Os dispositivos têm a capacidade de tomar decisões sozinhos. E essas decisões são tomadas com base no comportamento do utilizador.

Por meio da capacidade de identificar o comportamento do usuário e reproduzi-lo a internet das cosias proporciona mais comodidade nas mais diversas tarefas.

  • Big Data

Outra grande vantagem da internet das coisas para as marcas e fabricantes é a possibilidade de ter acesso a dados. Esses dados serão essenciais no momento da tomada de decisão das organizações.

Por exemplo, a internet das coisas permite reconhecer onde cada dispositivo é mais utilizado. Também é possível reconhecer o perfil do usuário e seu comportamento. Com isso, são acessadas informações importantes para definir ações de marketing e vendas, por exemplo.

Depois de conhecer as vantagens da internet das coisas, vamos entender sua amplitude de aplicação. Ou seja, vamos entender em quais áreas da sociedade essa tecnologia pode ser usada a fim de garantir vantagens.

Onde a Internet das coisas pode ser aplicada?

Seria um erro pensar que o conceito de Internet das coisas é relacionado a apenas um tipo de setor. Assim como seria um erro pensar que serve apenas para o lar. Atualmente existem diversas aplicações não ligadas ao ambiente doméstico.

E talvez seja nesses ambientes que a Internet das coisas mais seja atrativa. Sua utilização gerar ganho de produtividade e até diminuir os custos de produção. Para compreender a abrangência da Internet das cosias no mundo atual, vejamos alguns exemplos de onde pode ser aplicada.

  • Hospitais

A internet das coisas pode ser um grande trunfo para os ambientes hospitalares. Por exemplo, os pacientes podem utilizar dispositivos conectados que medem batimentos cardíacos ou pressão sanguínea. E esses dados coletados podem ser diretamente enviados a uma central que controla os exames.

  • Agropecuária

A Internet das coisas também pode ser aplicada na agropecuária. Por exemplo, sensores podem ser espalhados em plantações podem dar informações sobre o plantio. Entre esses dados podem ser gerados informações sobre temperatura, umidade do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e outras,

Ter acesse a esse tipo de dado pode gerar uma melhora significativa no rendimento do plantio. Mas a tecnologia não se limita apenas às plantações.  Também pode ser conectado sensores aos animais para ajudar no seu controle. É o caso dos chips colocados nos gados para rastrear o animal e controlar seu histórico médico.

  • Fábricas

Nas fábricas a Internet das coisas também pode ser muito útil. Essa tecnologia permite mensurar em tempo real fatores decisivos para a empresa. Por exemplo, informações em tempo real sobre a produtividade de cada máquina. Outro exemplo é o controle da planta da fábrica, onde serão apontados quais setores necessitam mais equipamentos ou suprimentos.

  • Lojas

As lojas também podem contar com os benefícios da Internet das coisas. É possível contar com prateleiras inteligentes que informam em tempo real quando determinado item está acabando. Ou ainda é possível saber qual produto está tendo menos saída e em quais horários determinados itens vendem mais.

  • Transporte público

Nos transportes públicos a Internet das coisas oferece mais comodidade aos passageiros. Através da tecnologia os usuários saber a localização de determinado ônibus.

Os sensores instalados nos veículos também podem ajudar. Com eles é possível descobrir quais veículos apresentam defeitos mecânicos e como está o cumprimento de horários.

  • Logística

Com as informações de sensores instalados em caminhões, contêineres e até caixas individuais as empresas de logísticas podem inovar na sua forma de atuação. Tais informações combinadas com informações do trânsito podem ajudar a definir as melhores rotas.

Além disso, será possível escolher o veículo mais adequados para determinada área e quais encomendas distribuir entre a frota.

Quais tecnologias estão inseridas na Internet das coisas?

O conceito de Internet das coisas vai muito além de uma tecnologia única. Muito pelo contrário, existem diversas tecnologias que devem ser usadas para que o conceito possa ser constituído.

Em geral, indicamos a necessidade de três componentes que precisam ser combinados para termos uma aplicação de Internet das coisas. Esses componentes são os dispositivos, as redes de comunicação e sistemas de controle. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles.

  • Dispositivos

Os dispositivos são mais fáceis de se reconhecer. São os itens que fazemos uso como geladeiras e carros e relógios. Mas para que seja criado o conceito de Internet das cosias, é importante que tais dispositivos proporcionem a comunicação. Essa comunicação será gerada através de chips, sensores, antenas e demais.

Atualmente esses chips e sensores podem ser produzidos em pequenos formatos, facilitando sua inserção nos dispositivos. A grande vantagem é que, além de prover recursos de comunicação e monitoramento, consomem pouca energia elétrica.

  • Redes e tecnologias de comunicação

As redes de comunicação também são parte integrante do conceito de Internet das cosias. Essas redes podem ser Wi-Fi, Bluetooth, por exemplo. Também existem aplicações dependem de redes móveis como 3G e 4G.

Em relação a rede de comunicação é importante que sejam mantidas sua eficiência. Uma otimização para dispositivos variados é necessária, principalmente para garantir o baixo consumo de energia e de recursos de processamento. Por esse motivo, é esperado que a nova onda de redes móveis seja dominada pela tecnologia 5G.

  • Sistemas de controle

Para caracterizar a Internet das coisas, não basta ter conexão as redes e possa trocar informações com outros objetos. Os dados gerados por essa interação devem ser processados e enviados a algum sistema que possa os gerir.

O tipo de sistema de controle necessário dependerá de cada tipo de aplicação. Por exemplo, uma fábrica precisa de um capaz de receber os dados de todas as máquinas e gerar dados sobre a produção. Por outro lado, aplicações mais simples não existem tamanha complexidade em relação aos seus sistemas de controle. Desta forma, a escolha deve ser feita de acordo com a necessidade de cada aplicação.

Concluindo

Muitos desafios ainda têm que ser superados para que equipamentos conectados passem a ser parte do nosso dia a dia. Entretanto, a Internet das cosias e sua aplicação em diversos setores da sociedade é uma realidade cada vez mais próxima.

Para que a Internet das coisas possa se expandir para as mais diversas áreas é preciso pensar como um todo. Em especial, é necessário compreender que se trata de um conceito mundialmente escalável.

Por isso, precisamos ter em vista que os recursos da Internet das coisas não atuam somente ao espaço físico das casas. Sua aplicação é múltipla, e pode ser feita em cidades inteligentes e segmentos de saúde, agricultura e automobilístico.